Warning: ob_start() [ref.outcontrol]: output handler 'ob_gzhandler' conflicts with 'zlib output compression' in /home/desthil/www/index.php on line 5
Banco Central decide manter taxa Selic em 6,5% ao ano - Desthil Equipamentos Industriais

Banco Central decide manter taxa Selic em 6,5% ao ano

08/02/2019
Imagem retirada de https://www.progresso.com.br/economia/comeca-reuniao-do-copom-para-definir-taxa-selic/365960/ Imagem retirada de https://www.progresso.com.br/economia/comeca-reuniao-do-copom-para-definir-taxa-selic/365960/

Na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2019, e possivelmente a última com o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, no comando, a autoridade monetária decidiu manter a taxa Selic em 6,5% ao ano. Os juros estão no mesmo patamar desde março de 2018, ou seja, oito reuniões consecutivas.

Segundo o comunicado do Banco Central, a decisão foi unânime entre os diretores.

O texto ressalta que a atividade econômica está em recuperação gradual. O cenário externo permanece desafiador, mas “com alguma redução e alteração do perfil de riscos”. “Por um lado, diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas”, informou .

Na prática, a alta de juros em países desenvolvidos é ruim para o Brasil, porque há perda de atratividade para investimentos. “Por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, como as disputas comerciais e o Brexit”, comunicou o BC.

Inflação
Segundo a autoridade monetária, a inflação está em níveis apropriados e confortáveis. O Banco Central estima que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) termine o ano em 3,9%, abaixo do centro da meta, que é de 4,25%. Para os anos seguintes, estima taxas de 4% e 3,75% entre 2020 e 2021, respectivamente.

“Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela manutenção da taxa básica de juros em 6,50% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2019 e, com peso menor e gradualmente crescente, de 2020”, complementa a nota.

O texto também destaca a necessidade de fazer reformas e ajustes necessários na economia brasileira. “O Copom avalia que cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas”, conclui.

Projeções
Analistas de mercado se divergem sobre a taxa que deve terminar este ano. Há economistas que apostam que a Selic caia a partir de setembro, chegando até 5,5% ao ano no fim de 2019. Nesse cenário, está prevista a aprovação de uma reforma da Previdência no Congresso Nacional que economize mais de R$ 800 bilhões em 10 anos.

As projeções divulgadas pelo Banco Central, via relatório Focus, mostra que o mercado trabalham com uma taxa Selic de 6,5% ao ano ao término de 2019. Ou seja, o Copom pode não alterar os juros neste ano.

Goldfajn pode se despedir do BC antes da próxima reunião, que ocorre entre os dias 19 e 20 de março. O ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou o economista Roberto Campos Neto no último trimestre de 2018, mas, para assumir o cargo, ele ainda precisa ter o aval do Senado Federal. A data para a sabatina ainda não está prevista.

Fonte: Correio Braziliense